Contes des Fées

Sabiazinha Nininha

Era uma vez, um casal de sabiás, que estavam felizes, esperando o nascimento dos seus sabiazinhos. Mamãe sabiá adorava cantar logo cedinho, arrumando seu ninho e cantando:

Nasce minha sabiazinha
vem para encantar
e ter o seu canto mais lindo
com amor vou te ensinar

Nasce meu sabiazinho
vem ver a Terra,
o céu e o mar,
e com o papai voar

Chegou o dia da festa do nascimento, e os sabiazinhos Nininha e Nininho chegaram para brincar.
Papai Sabiá logo os ensinou a voar; mamãe Sabiá,a cantar.
Certa vez, à tardinha, ameaçava uma tempestade e todos os passarinhos procuravam proteger-se em
uma casa bonita que havia por perto. Enquanto todos voavam para procurar o melhor abrigo, o vento estava muito forte. A chuva, que caía, deixava Nininha e Nininho assustados.
Enfim, chegaram todos para se protegerem no telhado da casa. De manhãzinha, todos já cantavam para saudar o novo dia, menos Nininha, que estava triste.A mamãe insistia:
_ Vamos, filhinha! Cante para a mamãe!
Ela, com a carinha triste, balançou o biquinho, sem querer cantar.
_ Vamos, Nininha! Cante com o seu irmãozinho!
Ela balançou a cabeçinha e nada. Mamãe Sabiá, preocupada, falou para o senhor Sabiá que iria
colocá-la na escola de canto da dona Jacira. Dessa maneira, ela poderia esquecer-se do medo por que passaria ao vivenciar uma tempestade e voltar a cantar.
Além disso, conheceria novos amiguinhos. A mamãe levou a sabiazinha à escola.
Lá, uma Sabiá, toda falante, estava ensinando vários passarinhos, que apresentavam
alguns problemas. Com muito carinho, ajudava-os. Quando dona Jacira viu Nininha chegar, falou:
_ Venha menina! venha cantar!
A mamãe de Nininha contou tudo o que ocorrera com sua filhinha para dona Jacira. Esta afirmou que o problema seria resolvido e Nininha voltaria a cantar.
_ Atenção! Meus lindos sabiás, para deixarmos todos felizes, vamos cantar! Atenção Nininha! Para que servem as florestas, os rios, as cachoeiras, a lua, o céu, as estrelas? As flores, as sementes, o sol e o nosso cantar? Nós fazemos parte da natureza. Não tenha medo da chuva, dos raios e das tempestades. Elas deixam as folhinhas mais verdes, a terra molhada, os rios e suas águas renovadas. Sabiás, vamos respirem! Falem comigo! AAaaaa, eeeeEE, IIIIII, ooooOO, UUuuuu.
Durante vários dias, fizeram exercícios de canto e Nininha, ouvia mamãe, papai e irmãozinho cantarem. E Nininha ouvia dona Jacira e os amiguinhos cantarem.
Numa manhã, antes de todos acordarem, Nininha ficou espiando o Sol nascer. Observou como, todos os dias, ele iluminava a Terra. Embora não possamos, às vezes vê-lo, ele sempre está presente. Ficou quietinha e agradeceu por ter uma mamãe tão linda, um papai tão amável, um irmãozinho, uma professora amiga. De repente, um canto lindo invadiu todos os lugares. Podia-se ouvir a sabiazinha Nininha que não tinha mais medo de tempestades e revelou verdadeiramente o seu lindo canto.

Regina Rocha

***

O Jardineiro

Era uma vez um jardineiro que se chamava Horlando. Todos os dias, ele ficava observando
uma casa, que tinha um jardim com umas plantinhas bem tristes.
A dona daquela casa, a dona Gabriela, não sabia cuidar das plantas; então, o senhor Horlando
estava arrumando um jeito de como falar com ela, para cuidar do seu jardim.
Um dia, dona Gabriela, estava cuidando do jardim, molhando as plantas, quando Horlando descia a rua todo feliz, com seu dente de ouro, mostrando seu sorriso. Ao chegar perto da senhora, perguntou-lhe:
_ Bom dia, dona Gabriela, como vai a senhora? E suas plantas, elas estão tristes?
_ Bom dia, senhor; Eu, de certo, não sei cuidar dessas lágrimas de Cristo, desses pingos de ouro e dessas unhas de gato.
_ Se a senhora quiser, posso cuidar para a senhora: aparo as plantas, deixo seu jardim bem cuidado e faço um preço bem barato.
_ Claro, senhor, pode cuidar, sim; Como é mesmo o seu nome?
_ Horlando, senhora. Quando posso começar a cuidar do seu jardim?
_ Agora mesmo, disse dona Gabriela.
_Vou buscar a minha tesoura, o meu carrinho de mão e algumas outras coisas.
Senhor Horlando, mais do que depressa, buscou suas ferramentas de trabalho.
Dona Gabriela ficou ainda no jardim e viu todo o interesse do senhor Horlando em querer ajudá-la e falou:
_ Como fazer as plantas reanimarem? Elas estão tristes.
_ Senhora, repare as lágrimas de Cristo; É preciso limpar bem direitinho ao redor da planta, mexer a terra, molhá-la. Logo essas folhas ficarão bem verdinhas, essas flores, que parecem laços, ficarão bem bonitas e voltarão a sorrir.
_ Sorrir? Indagou dona Gabriela.
_ Sim, senhora; As plantas sorriem, as pessoas sorriem, e a vida sorri.
À tardinha, senhor Horlando terminou o serviço e ficou de voltar no dia seguinte, para cuidar do jardim de dona Gabriela; Despediu-se. Com um sorriso bonito, com seu dente de ouro, foi embora, em direção da sua casinha, feliz por ter conseguido mais um trabalho.

Regina Rocha

***

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